domingo, 18 de setembro de 2011

O QUE É A OSTEOPATIA?

marcacao



Osteopatia é um sistema autónomo de cuidados de saúde primário, que se baseia no diagnóstico diferêncial, bem como no tratamento de várias patologias, e prevenção da saúde, sem o recurso a fármacos ou cirurgia. A Osteopatia enfatiza a sua acção centrada no paciente, ao invés do sistema convencional centrado na doença. A profissão de Osteopata é uma profissão de saúde distinta, com uma formação académica superior e treino clínico especificos. A Osteopatia utiliza várias técnicas terapêuticas manuais entre elas a da manipulação do sistema musculo-esquelético (ossos, músculos e, articulações) para ajudar no tratamento de doenças.Foi criada inicialmente por Andrew Taylor Still.

A Osteopatia foi criada pelo médico americano Andrew Taylor Still por alturas da guerra civil americana nos finais do séc. XIX. Foi através da observação e investigação que fez uma correlação entre as patologias e a sua manifestações físicas.

É considerada uma das disciplinas da medicina alternativa, ou terapêutica não convencional, uma vez que seus princípios filosoficos são diferentes dos da medicina convencional. Os tratamentos usam uma abordagem holística da saúde, considerando que a capacidade de recuperação do corpo pode ser aumentada pela estimulação das articulações. Na prática, os tratamentos da osteopatia estão enfocados em dores nas costas, pescoço e demais articulações.

De acordo com o General Osteopathic Council (Ordem de Osteopatas do Reino Unido):

A Osteopatia é um sistema estabelecido e reconhecido de diagnóstico e tratamento, que tem como ênfase principal, a integridade estrutural e funcional do corpo. É distinta no facto que reconhece que a maior parte da dor e incapacidade que sentimos, advém de disfunções da estrutura corporal, assim como, lesões provocadas pela doença. 


http://www.osteopatia.com.br/noticias/2/conheca-mais-sobre-a-osteopatia

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

PROJETO PADRINHOS



O Projeto Padrinhos nasceu da observação da carência extrema das crianças da comunidade rural de Massarandupió Bahia. Visando assim, o surgimento de um trabalho de apadrinhamento de crianças carentes
Tendo por objetivo, contribuir com o desenvolvimento da criança, pelo suprimento de suas necessidades mais básicas, a priori, como alimentação, vestimentas e o brincar, sendo este, viés imprescindível de ferramenta educacional, através do qual, trabalha toda a cognição de sua fase especial.
A pretensão do nosso projeto é que cada criança receba por mês uma cesta básica, e em datas comemorativas (Natal, Dia das Crianças e Aniversário) um conjunto de roupas, um calçado e um brinquedo. As informações da Criança serão atualizadas via e-mail.
Todavia, cada família dessas crianças terá um limite de membros proporcionais para receberem as cestas básicas, evitando dessa forma excessos ou desperdícios.
Toda contribuição será arrecadada todo dia 25 de cada mês para que o benefício chegue em mãos dos mesmos até o primeiro dia útil do mês seguinte.
No final de cada ano teremos um encontro Padrinhos e Afilhados.
A colaboração será totalmente material ,onde os mentores do projeto não irão receber quaisquer quantia em dinheiro.
Interessados em fazer parte do projeto, enviar seu telefone de contato e nome, através do e-mail abaixo.
e-mail: projetopadrinhos@hotmail.com

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

AMIGOS PARA SEMPRE - VAI COM DEUS, VINI E DESCANSE EM PAZ!


E no dia 21 de novembro de 2010, meu aniversário, fui para o Cemitério Jardim da Saudade, para o funeral de um grande amigo.
Eis que mais uma lagarta se liberta do casulo corpóreo para galgar os mais altos vôos, rumo à espiritualidade.
No meio de tanto choro e saudades, eis que o padre faz uma homenagem cantando esta linda canção.
Nesta hora, homens e mulheres se despediam de Vini, com lágrimas que certificavam o quão importante ele foi e continua sendo para nós.
Vinícius se foi e deixou saudades, questionamentos, reflexões e muitos amigos que só têm coisas boas para lembrar.
Um sorriso inesquecível!
Uma alegria contagiante!
Simplesmente, Vini.
Te amamos, brother!!

domingo, 21 de novembro de 2010

HANSENÍASE, MAL DE HANSE, MAL DE LÁZARO, MORFÉIA






Conhecida como a doença mais antiga do mundo, tem este nome por que seu bacilo foi descoberto por Gehard Hansen, mas antes deste ela já era descrita no Velho Testamento, onde em Levítico, capítulo 13, existe toda uma descrição da doença.

No período medieval, os portadores do Mal de Hansen eram obrigados a usar sinos que sinalizavam aos outros que eles estavam por perto, eram tratados e diagnósticado pelos padres que os mantinha isolados, pois além das manchas era a doença da vergonha, da desonra, da desgraça (tsaraht, na bíblia hebráica).

Hipócrates relatou-a como uma doença onde manchas claras e despigmentação de pêlos a caracterizavam, mas hoje, acredita-se que se tratava do vitiligo pela despigmentação dos cabelos no local da mancha. A elefantíase também foi tratada como lepra.

Etiologia: seu agente etiológico é o bacilo Micobacterium Leprae, além do homem, o macaco, o coelho, os ratos e o tatu podem desenvolver a doença, mas só este último pode transmití-la, além do próprio homem.

Transmissão: dá-se por meio das vias aéreas superiores, quando há um esguincho de saliva por meio da tosse, espirro ou fala. A hanseníase não pega com abraço, carinho, talheres lavados. As pessoas que moram na mesma casa que um contagiado, ficam em observação.

Fisiopatologia: o Micobacterium Leprae, parasita os macrófagos e as células de Swan, desmielinizando a bainha de mielina.
Sinais e Sintomas: surgimento de manchas mais claras do que a cor da pele ou hiperpigmentadas, o paciente, quando não inicia o tratamento de imediato, pode ter supressão da sensibilidade térmica, diminuição, ausência de sensibilidade ou hipersensibilidade em determinadas regiões, comprometimento motor em membros periféricos e ulcerações, quando no estado crônico.
Tipos de Hanseníase: Virchowiana ou lepromatosa, é a mais lenta, o indivíduo possui pouca defesa imunológica, sugem lepromas ou hansenomas (nódulos infiltrados); tuberculóide ocorre em indivíduos com boa resposta imunitária, surgem granulomas, suas manchas são assimétricas e delimitadas pela ação dos macrófagos em resposta a invasão do bacilo; dimorfa é a forma transitória entre a virchowiana e a tuberculóide.
Diagnóstico: o diagnóstico é feito pela análise clínica dos sinais e sintomas, concomitante com a anamnese, além da baciloscopia laboratorial e o estudo epidemiológico.
Tratamento: o tratamento é feito através da poliquimioterapia (PQT) composto das substâncias dapsona, clofazimina e rifampicina. Para efeito de administração das drogas é observado se trata-se de hanseníase paucibacilar (até cinco manchas no corpo), onde administra-se a dapsona, juntamente com a rifampicina e a multibacilar (mais de cinco manchas pelo corpo), onde administra-se a poliquimioterapia propriamente dita, com as três drogas. O paciente faz o tratamento fisioterápico, psicológico e muitas das vezes é encaminha do à um terapeuta ocupacional, quando não é inserido em uma equipe multidisciplinar de um hospital ou posto de saúde pública. Toda a medicação é fornecida pelos órgãos públicos de saúde.
Efeitos Colaterais: os efeitos colaterais são os mesmos da quimioterapia no tratamento do câncer. Febre, náusea, mal-estar.
Prognóstico: a hanseníase tem cura. Em casos crônicos, quando há diagnóstico de perda funcional e amputações, o tratamento é para reabilitar e adaptar o paciente à nova realidade. O tratamento na fase inicial não permite que se chegue à tanto.
Epidemiologia: é uma doença endêmica; atinge mais os países tropicais, a faixa economicamente ativa e de baixa renda; o Brasil está em segundo lugar, perdendo só para a Índia em prevalência, classificado como média prevalência por ter 4,1/10.000hab; entre 2001 e 2006 foram registrados 288.407 casos, onde 54% foram do sexo masculino, 0,5% dos casos foi com menores de 15 anos e 88,9% dos casos diagnosticaram incapacidade física funcional; o Brasil é responsável por 90% dos casos registrados nas Américas. Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde) os pacientes que se submetiam a um ano de tratamento ou o abandonavam, saíam dos índices de infectados, como se estivessem curados, o Brasil não haje deste modo, pois o tratamento é de 6 a 24 meses.


terça-feira, 3 de agosto de 2010

Ombro Doloroso




Ombro doloroso é uma síndrome caracterizada por dor e impotência funcional de graus variados, que acomete estruturas responsáveis pela movimentação do ombro, incluindo as articulações, tendões e músculos, ligamentos e bursas.

A estes sintomas se agregam àqueles que caracterizam transtornos ou afecções locais ou a distância de implicações etiopatogênicas no aparecimento da síndrome.

As formas clínicas do ombro doloroso se classificam da seguinte forma:

• Quanto à intensidade dos sintomas;
• Quanto ao tempo do início da doença;
• Quanto ao exame radiológico.

E quanto ao aparecimento de sintomas como:

• Agudas;
• Subagudas;
• Crônicas;
• Com ou sem calcificações.

Os sintomas da forma aguda são: dor intensa na região da articulação escápulo-umeral agravada pelos movimentos; irradiação da dor para o pescoço, às vezes para o braço, inserção do deltóides e pontas dos dedos; limitação dos movimentos com dor extrema a ligeira abdução ou rotação; hiperalgesia na região do troquiter, apófise caracóide e sulco bicipital. Os sinais radiológicos são encontrados em 50% dos casos.

Na forma crônica encontramos os seguintes sintomas:

• Atrofia do deltóide supra-espinhoso;
• Incapacidade de movimentos articulação escápulo-umeral (abdução-rotação);
• Dor localizada ou irradiada de pouca intensidade;
• Hiperalgesia

Os sinais radiológicos são de atrofia da grande tuberosidade do úmero (calcificações).

Podemos dividir didaticamente o ombro doloroso em várias síndromes diferentes, entre elas se destacam:

• Síndrome do impacto;
• Tendinite bicipital;
• Tendinite calcárea;
• Capsulite adesiva;
• Artropatias;
• Originada em outros locais;
• Extrínsecas (neurites braquial, tumor Pancoast, síndrome ombro-mão, neoplasias, metástases, diabetes mellitus, hipo-hipertiroidismo, anquiloidoses).


1. Tendinite bicipital

A tendinite bicipital se manifesta geralmente por dor na região antero-superior do ombro. O tendão da cabeça longa do bíceps ao passar através do sulco bicipital pode inflamar devido a traumas repetidos como por exemplo em indivíduos envolvidos em atividades de arremesso devido ao movimento de desaceleração do bíceps . Nesta situação o bíceps age como um estabilizador importante do ombro tracionando a cabeça do úmero para dentro da fossa glenóide. Se os outros estabilizadores estiverem enfraquecidos (manguito rotador) o bíceps será mais exigido. A dor pode ser aguda, porém usualmente é crônica e é relacionada ao pinçamento do bíceps pelo acrômio. Pode ocorrer ruptura posterior em alguns casos. A palpação sobre o sulco bicipital se mostra dolorosa. É importante fazer a palpação bilateral para efeito de comparação. É muito comum sua associação com a tendinite do manguito rotador.

Diagnóstico

• Dor na face anterior do braço e ombro localizada sobre o tendão, principalmente na corredeira bicipital.
• Para o diagnóstico é importante a palpação local e as movimentações especiais.
• Teste de Yergason: dor local quando o paciente faz supinação do antebraço contra-resistência numa posição de cotovelo fletido a 90º junto ao tronco.
• Teste de Speed: dor espontânea ou a palpação pela flexão do ombro contra resistência
• Diminuição da força e potência do músculo.
• Dor ao alongamento passivo da musculatura.

Tratamento

• Repouso.
• Fisioterapia.
• AINE, se necessário.
• Infiltração com corticosteróide: nos casos crônicos (deve-se levar em conta a possibilidade de ruptura do tendão após a infiltração, sendo assim indicada a realização por profissional especializado.


2. Tendinite de supra-espinhoso

As tendinites dos músculos rotatores, especialmente do bíceps e do supra-espinhoso, formam a maioria das incapacidades funcionais do ombro, e são importantes fatores na ruptura desses tendões. A tendinite do supra-espinhoso pode ser causada por relações anatômicas desfavoráveis, levando a isquemia local e degeneração. Exercício muscular excessivo, traumas e atividades repetitivas do braço podem levar ao quadro de tendinite. A tendinite bicipital pode ser encontrada como uma entidade isolada, mas freqüentemente é secundária a lesões nas bainhas dos rotatores.

Diagnostico

• Dor localizada na região antero-lateral do ombro, é mais intensa durante a noite a na posição de decúbito homolateral.
• A dor exacerba-se durante a abdução (elevação) do braço, particularmente na porção média deste movimento, e mais se for contrariada, isto é se o movimento for bloqueado por outro. Pode, nos casos mais graves, irradiar-se para o todo o membro superior.
• Teste de Apley e Jobe positivos.

Tratamento

Como na tendinite bicipital o tratamento é realizado com repouso, fisioterapia e antiinflamatórios.

3. Tendinite calcária

A tendinite calcária e uma patologia caracterizada por um processo inflamatório crônico com fases de agudização que acomete o manguito rotador (principalmente o tendão supraespinhoso. As mudanças degenerativas que ocorrem no tendão do supra-espinhal durante o processo de envelhecimento, combinadas com esforço, podem causar inflamação crônica com depósitos de cálcio. Os depósitos de cálcio podem se romper dentro da bolsa que recobre o tendão do supra-espinhoso. Isso alivia temporariamente a situação mas pode causar bursite. Alternativamente, os depósitos podem desaparecer de maneira espontânea 2 a 3 semanas após sua formação, ou simplesmente continuar sem nenhum sintoma. Tem etiologia desconhecida, atinge pessoas geralmente acima de 50 anos, mas pode ocorrer em atletas relativamente jovens, entre 30 e 35 anos e com mais freqüência o sexo feminino, podendo ser bilateral em 20% dos casos. A fase aguda da doença se manifesta por dor intensa no ombro, provocando limitação da mobilização ativa e passiva do ombro e, ocasionalmente, eritema no local. Nos casos mais intensos o paciente pode evoluir para a capsulite adesiva.

Diagnóstico

• Exame de Raios X permite a visualização de calcificação na área do tendão que pode ser de diversos tamanhos, dependendo do caso.
• Outros exames como ultra-sonografia e ressonância magnética podem ser necessárias.

Tratamento

Sem sintomatologia:

- Não requer tratamento.

Com sintomatologia:

- Fisioterapia;
- AINE;
- Infiltração com corticóide (deve ser evitada).


Tratamento Fisioterapêutico

Fase de tratamento de inflamação aguda ou crônica:
Mesmo se os sintomas forem crônicos ou recorrentes, se houver inflamação a abordagem inicial de tratamento será colocada-la sob controle.

• Para controlar a inflamação, promover a cicatrização e alivio de dor deve se usar modalidades fisioterapêuticas como crioterapia, laser, ultra-som, infravermelho e TENS.
• Para reduzir o trauma repetitivo que cause o problema, é necessária a orientação do paciente e sua cooperação. O ambiente e os hábitos que provocam os sintomas devem ser modificados.
• Para manter a integridade e mobilidade dos tecidos, inicie a mobilização precocemente

- Inclua amplitude de movimento passiva, ativo, contrações isométricas. É de particular importância no ombro estimular a função estabilizadora da bainha rotadora, bíceps braquial e músculos escapulares na intensidade tolerado pelo paciente.

- Para controlar a dor e manter a integridade articular, use exercícios pendulares sem peso para causar separação articular e movimentos oscilatórios que inibem a dor.

- Durante os exercícios nesse estagio deve-se ter o cuidado de evitar posições que levem a compressão, que são geralmente o meio da amplitude da abdução ou o final da amplitude quando o músculo esta alongado.

Fase de Tratamento subaguda/ de cicatrização:

Quando os sintomas agudos estiverem sob controle, a ênfase principal ficara no uso da região envolvida em movimentos progressivos não prejudiciais.

• Cinesioterapia

Para recuperar a ADM, o equilíbrio no comprimento e força muscular da articulação do ombro e cintura escapular deve elaborar um programa que vá ao encontro especificamente das limitações do paciente.
• Progredir a função do ombro, à medida que o paciente desenvolver força nos músculos enfraquecidos, desenvolver equilíbrio de força em todo o ombro e nos músculos escapulares dentro da amplitude e tolerância de cada músculo.

Reabilitação durante a fase crônica

Logo que o paciente tenha desenvolvido controle da postura sem exacerbar os sintomas, inicie treinamento especifico para o resultado funcional desejado.
• Para aumentar a resistência à fadiga aumentar o numero de series.
• Realizar fortalecimento muscular.
• Na orientação do paciente, instrua-o sobre como progredir o programa após a alta e como prevenir recorrências. A prevenção deve incluir:
- Alongamento e exercícios antes do trabalho
- Realizar pausas durante a atividade, se for de natureza repetitiva.
- Manter um bom alinhamento postural.

Referências Bibliográficas

• O’SULLIVAN, Susan B.; SCHIMITZ, Thomas J. Fisioterapia Avaliação e Tratamento. São Paulo: Editora Manole, 2004.4º ed. 1152p.

• WEINSTEIN, Stuart L.; BUCKWALTER, Joseph A. Ortopedia de Turek Princípios e sua aplicação. São Paulo: Editora Manole, 2000. 5º ed. 708p.

• PETERSON, Lars; RENSTRON, Per. Lesões do Esporte. São Paulo: Editora Manole, 2002. 3º ed.534 p.

• KISNER, Carolyn; LYNN, Allen Colby. Exercícios Terapêuticos Fundamentos e Técnicas. São Paulo: Editora Manole,1998. 3º ed. 746 p.

• GODINHO, Glaydson; FREITAS, José M.; VIEIRA, Agnus; ANTUNES, Leonardo; CASTANHEIRA, Eduardo. Tratamento artroscópico da tendinite calcária do ombro. Revista Brasileira de Ortopedia. Setembro de 1997.



Algumas Particularidades da Articulação do Ombro



1. Articulação esternoclavicular

Essa articulação é formada pela união da extremidade esternal na clavícula e o manúbrio do esterno. Possui as seguintes estruturas articulares:
Cápsula Articular - Circunda a articulação e varia em espessura e resistência.
Ligamento Esternoclavicular Anterior - é um amplo feixe de fibras cobrindo a face anterior da articulação.
Ligamento Esternoclavicular Posterior - é um análogo feixa de fibras que recobre a face posterior da articulação.
Ligamento Interclavicular - é um feixe achatado que une as faces superiores das extremidades esternais das clavículas.
Ligamento Costoclavicular - é pequeno, achatado e resistente. Está fixado na parte superior e medial da cartilagem da primeira costela e face inferior da clavícula.
Disco Articular - é achatado e está interposto entre as superfícies articulares do esterno e clavícula.

2. Articulação Acromioclavicular

É uma articulação plana entre a extremidade acromial da clavícula e a borda medial do acrômio. É formada pelas seguintes estruturas:
Cápsula Articular - Envolve toda a articulação acromio-clavicular.
Ligamento Acrômioclavicular - é constituido por fibras paralelas que estendem-se da extremidade acromial da clavícula até o acrômio.
Disco Articular - geralmente está ausente nesta articulação.
Ligamento Coracoclavicular - une a clavícula ao processo coracóide da escápula. É formado por dois ligamentos: ligamento trapezóide e ligamento conóide.
Ainda podemos identificar mais dois ligamentos importantes no complexo do ombro: o ligamento coracoacromial e o ligamento transverso superior.
Ligamento Coracoacromial - é um forte feixe triangular estendido entre o processo coracóide e o acromio. É um ligamento importante para estabilização da cabeça do úmero na cavidade glenóide, pois evita a elevação da mesma nos movimentos de abdução acima dos 90 graus.
Ligamento Transverso Superior - é um fino fascículo achatado inserido no processo coracóide e na incisura da escápula.
Articulação Gleno-umeral
Esta é uma articulação esferóide multiaxial com três graus de liberdade. As faces articulares são a cabeça hemisférica do úmero (convexa) e a cavidade glenóide da escápula (côncava).

3. A articulação gleno-umeral é formada pelas seguintes estruturas:

Cápsula Articular - Envolve toda a cavidade glenóide e a cabeça do úmero.
Ligamento Córaco-umeral - é um amplo feixe que fortalece a parte superior da cápsula.
Ligamentos Glenoumerais - são robustos espessamentos da cápsula articular sobre a parte ventral da articulação. É constituído por três ligamentos:
Ligamento Glenoumeral Superior
Ligamento Glenoumeral Médio
Ligamento Glenoumeral Inferior
Ligamento Transverso do Úmero - é uma estreita lâmina de fibras curtas e transversais que unem o tubérculo maior e o menor, mantendo o tendão longo do bíceps braquial no sulco intertubercular.
Lábio (Labrum) Glenoidal - é uma orla fibrocartilagínea inserida ao redor da cavidade glenóide. Tem importante função na estabilização glenoumeral e quando rompido proporciona uma instabilidade articular faciltando o deslocamento anterior ou posterior do úmero (luxação).

* Ver o artigo, na íntegra em: http://www.auladeanatomia.com/artrologia/artombro.htm