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terça-feira, 3 de agosto de 2010

Algumas Particularidades da Articulação do Ombro



1. Articulação esternoclavicular

Essa articulação é formada pela união da extremidade esternal na clavícula e o manúbrio do esterno. Possui as seguintes estruturas articulares:
Cápsula Articular - Circunda a articulação e varia em espessura e resistência.
Ligamento Esternoclavicular Anterior - é um amplo feixe de fibras cobrindo a face anterior da articulação.
Ligamento Esternoclavicular Posterior - é um análogo feixa de fibras que recobre a face posterior da articulação.
Ligamento Interclavicular - é um feixe achatado que une as faces superiores das extremidades esternais das clavículas.
Ligamento Costoclavicular - é pequeno, achatado e resistente. Está fixado na parte superior e medial da cartilagem da primeira costela e face inferior da clavícula.
Disco Articular - é achatado e está interposto entre as superfícies articulares do esterno e clavícula.

2. Articulação Acromioclavicular

É uma articulação plana entre a extremidade acromial da clavícula e a borda medial do acrômio. É formada pelas seguintes estruturas:
Cápsula Articular - Envolve toda a articulação acromio-clavicular.
Ligamento Acrômioclavicular - é constituido por fibras paralelas que estendem-se da extremidade acromial da clavícula até o acrômio.
Disco Articular - geralmente está ausente nesta articulação.
Ligamento Coracoclavicular - une a clavícula ao processo coracóide da escápula. É formado por dois ligamentos: ligamento trapezóide e ligamento conóide.
Ainda podemos identificar mais dois ligamentos importantes no complexo do ombro: o ligamento coracoacromial e o ligamento transverso superior.
Ligamento Coracoacromial - é um forte feixe triangular estendido entre o processo coracóide e o acromio. É um ligamento importante para estabilização da cabeça do úmero na cavidade glenóide, pois evita a elevação da mesma nos movimentos de abdução acima dos 90 graus.
Ligamento Transverso Superior - é um fino fascículo achatado inserido no processo coracóide e na incisura da escápula.
Articulação Gleno-umeral
Esta é uma articulação esferóide multiaxial com três graus de liberdade. As faces articulares são a cabeça hemisférica do úmero (convexa) e a cavidade glenóide da escápula (côncava).

3. A articulação gleno-umeral é formada pelas seguintes estruturas:

Cápsula Articular - Envolve toda a cavidade glenóide e a cabeça do úmero.
Ligamento Córaco-umeral - é um amplo feixe que fortalece a parte superior da cápsula.
Ligamentos Glenoumerais - são robustos espessamentos da cápsula articular sobre a parte ventral da articulação. É constituído por três ligamentos:
Ligamento Glenoumeral Superior
Ligamento Glenoumeral Médio
Ligamento Glenoumeral Inferior
Ligamento Transverso do Úmero - é uma estreita lâmina de fibras curtas e transversais que unem o tubérculo maior e o menor, mantendo o tendão longo do bíceps braquial no sulco intertubercular.
Lábio (Labrum) Glenoidal - é uma orla fibrocartilagínea inserida ao redor da cavidade glenóide. Tem importante função na estabilização glenoumeral e quando rompido proporciona uma instabilidade articular faciltando o deslocamento anterior ou posterior do úmero (luxação).

* Ver o artigo, na íntegra em: http://www.auladeanatomia.com/artrologia/artombro.htm

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Cintura Escapular



A região do ombro é um complexo de 20 músculos, 3 articulações ósseas, e 2 articulações funcionais que permitem uma maior mobilidade entre todas as regiões encontrados no corpo humano, proporcionando uma ampla variação para a colocação das mãos bem como, executando importantes funções de estabilização para o uso da mão, levantar e empurrar, elevação do corpo, inspiração e expiração forçadas e até mesmo sustentação de peso como andar de muletas ou "plantar bananeira", auxiliando no fator equilíbrio e muito mais.

Articulações que compõem o segmento

Sua composição não de um todo composta por articulações verdadeiras, neste segmento, encontram-se algumas articulações, ditas, funcionais (são articulações entre ossos e músculos, ou articulações com arquitetura diferente das articulações entre dois ou mais ossos). São 5 articulações, sendo 3 articulações verdadeiras e 2 funcionais.


1. Composição Óssea: Escápula / Clavícula

2. Composição Articular: Acrômio-clavicular / Esterno-clavicular /Junção Escápulo-costal.

3. Movimentos:

Elevação / Depressão

Adução / Abdução .

Rotação Superior / Rotação inferior,

(em conjunto com a abdução do braço).

4. Músculos:

Trapézio ( porção superior )
Levanta a escápula e auxilia na sustentação da abdução do ombro com o indivíduo em prono

Trapézio ( porção inferior )
Roda superiormente, aduz e estabiliza a escápula

Rombóide Maior
Aduz, estabiliza e roda inferiormente a escápula. Também eleva a escápula.

Rombóide Menor
Aduz, estabiliza e roda inferiormente a escápula. Também eleva a escápula.

Levantador da escápula
Eleva a escápula

Peitoral Menor
Abaixa a escápula

Serrátil Anterior
Estabiliza, aduz e roda a escápula para cima

Subclávio
Estabiliza e abaixa a cintura escapular

Peitoral Maior
Flexiona, aduz e roda medialmente o braço

Grande Dorsal
Estende, aduz e roda medialmente o braço

Deltóide
Aduz o braço atuando como um só músculo. Cada uma de suas porções têm ações particulares

Deltóide – fibras anteriores
Flexionam e rodam medialmente o braço

Deltóide – fibras posteriores
Estendem e rodam lateralmente o braço

Supra – espinhal
Abduz o braço

Infra – espinhal
Roda lateralmente o braço

Subescapular
Roda medialmente o braço

Redondo Maior
Aduz, estende e roda medialmente o braço

Redondo Menor
Roda lateralmente e estende o braço

Coracobraquial
Flexiona a aduz o braço

Tríceps
Estende o braço

Bíceps
Flexiona o braço


5. Paradoxo de Codman

O paradoxo de Codman é um fenômeno que ocorre na articulação do ombro quando realizamos uma abdução de 180º, iniciada com a palma da mão voltada medialmente e o polegar apontando para frente e, depois realizarmos uma adução de 180º . Ao alcançarmos o ponto de partida, observamos que a palma da mão estará voltada para fora.

Isto ocorre porque existe uma rotação interna automática do úmero quando realizamos uma abdução acima de 90o de ADM. A comprovação para ocorrência desta rotação é verificada se tentarmos realizar o mesmo movimento anterior partindo com uma rotação externa do úmero. A abdução será limitada a 90o , pois o tubérculo maior do úmero irá chocar-se com o arco córaco – acromial, impedindo a ADM total do movimento.

Portanto, a rotação automática do úmero é essencial para que a tubérculo maior do úmero não se choque com o arco córaco – acromial, possibilitando sua total ADM neste movimento.

Fiquem com DEUS!